10 de abr de 2010

Barraquinhas e festas "juninas"

Está aberta a temporada uberlandense de Festas Juninas. Mas espere... ainda estamos em maio... E daí? Elas já chegaram e mudam a rotina da cidade, do centro, dos bairros e da gente que mora por aqui e gosta muito disso tudo.
A Catedral Santa Terezinha abriu a temporada das festas promovidas pela igreja. Mesmo sem a comercialização de bebidas alcóolicas, a população participa e é tudo muito tranquilo (até mesmo pela ausência delas). Na verdade, muitos driblam a proibição e trazem cerveja de casa ou compram a bebida de ambulantes que circulam pela praça.
As festas promovidas pelas igrejas têm um aspecto no qual poucas pessoas prestam atenção. São organizadas, gerenciadas e executadas por voluntários, para arrecadar dinheiro para diferentes obras, que podem ir desde a reforma de prédios até a manutenção de obras sociais. Os voluntários fazem de tudo. Preparam a comida, organizam as barracas, vendem os produtos, atendem os clientes. Comprometimento é uma das marcas desse trabalho, que muito bem poderia ser reproduzido nas organizações.
A simplicidade do evento não estraga em nada a festa. Todos sabem que se trata de uma ação voluntária e não esperam um serviço de restaurante cinco estrelas. É difícil conseguir mesa e volta a meia se vê alguém carregando mesas e cadeiras de plástico de um lado para o outro, na tentativa de encontrar um espacinho para comer e conversar. As filas nas barracas também são aceitáveis e poucos reclamam. Aliás, não vi ninguém reclamando, o que é bom. Por volta das 23h, a comida acaba, mas a gente está falando de uma festa familiar, não de uma rave, que vai atravessar a madrugada.
Na tentativa de atrair mais gente, os organizadores contraram músicos, atrações artísticas e outras formas de oferecer entretenimento. Essa parte poderia ser melhor, porque a música alta atrapalha a conversação, mas faz parte do evento. A gente que fale mais alto.
De agora até o começo de julho, vão "pipocar" pela cidade essas gostosas festas. Uma boa alternativa para estar com os amigos, divertir-se, comer muita coisa gostosa, paquerar e, de quebra, ajudar as causas sociais que são apoiadas pelos eventos. Dá até saudade das velhas quermesses de infância, que ainda acontecem em algumas cidades e fazem a gente ter saudade de um tempo em que tudo era pura brincadeira e arrematar um cartucho era a maior alegria nas noites de São João...

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