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A invasão


Acabo de escrever sobre o prazer de fazer e receber visitas. Pena que Pacheco pensa diferente. Sem a menor cerimônia, ele invadiu a caminha da nossa visita. Ainda bem que o Skipper não se importou. Preciso educar melhor esses meus seres de quatro patas!
Esse bichinho lindo, além de folgado, é um vencedor. Desça um pouquinho nessa página e veja como ele era há algum tempo. Merece ser feliz!
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Esperteza do Sol


Dia desses, desci a escada do meu sobrado. Era meio de tarde, o Sol invadia todo o espaço, mas encontrava um obstáculo sobre a mesa. Esperto, resolveu transformá-lo em sombra e reduziu-o a uma imagem gravada na parede. Esperto, esse sol.



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Bolas mágicas

Bolas que dançam sobre a água.
Sem importar-se com o calor ou com a umidade, elas simplesmente dançam, ao som do vento que as move.
Escultura a céu aberto no parque Inhotim, que mistura obra de arte e estímulos sensoriais inesquecíveis.
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                                                      Flores que sorriem

Sempre amei os ipês.
Me parece flores que sorriem.
Brilham amarelo como diamante de pétalas.
Encantam meus dias pelas estradas.
Estrelas no céu verde das árvores.
Lindos assim. 

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Lá vem o sol 

Manhã dessas, ao chegar bem cedinho no Parque do Sabiá, ele chegou junto comigo, criando forças para acordar e começar a lançar seu brilho sobre todos nós.
Sorri e disse: bom dia Sol.
Ele não respondeu com palavras, apenas brilhou mais forte!






Festa junina no mercado municipal

Neste fim de semana, teve festa junina no mercado municipal de Uberlândia. O espaço virou um grande arraial, onde pessoas dançavam, comiam, proseavam. Eta vidinha boa essa de interior, sô! A cidade podia ser para sempre assim. Gente alegre e sem medo, sob a proteção de São João no alto do mastro.

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Portal

Nesta tarde, caminhando pelo Santa Mônica, encontrei aberto o portal para outra dimensão. Tive que entrar rapidamente. Como é bom viver no meu mundo!



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Passarinhês

Resolvi passar a manhã de sol no Praia Clube. Depois do almoço, procurei uma sombra para ler um livro e ouvir música. Mas não é que este passarinho estava a fim de conversar?
O único problema é que não aprendi a falar em passarinhês. Ele se entediou de ficar falando sozinho e foi embora. ____________________________________________________________________________

Transformação

Enquanto as lojas fazem mega liquidações no começo do ano, eu faço a mega faxina. Limpo armários, estantes, o quartinho da bagunça. Jogo muita coisa inútil fora. Não para comprar coisas novas, mas para liberar espaço para o que não me serve mais.
Revistas, jornais, produtos eletrônicos estragados. Roupas e calçados costumo doar, mas fiz isso ao longo de todo o ano, não me restou nada para compartilhar agora.
Neste ano, me deu também uma vontade grande de reaproveitar. Venho fazendo isso com roupas, que reformo para continuar usando. Mas dessa vez inventei de reaproveitar pequenas coisas, objetos inúteis que resolvi mudar a cara para poder usar de um jeito novo.
Em meio às minhas tranqueiras, encontrei um porta lápis e um porta CD. O primeiro foi presente dos alunos, como parte de uma atividade acadêmica. O segundo, ganhei de um amigo querido, há mais de dez anos.
Embalada pela onda de publicações e produtos ligados ao artista Romero Brito, que adoro, peguei uma sacola da Água de Cheiro e uma revista Cult, recortei, colei, envernizei e transformei minhas peças em algo totalmente novo, que estão orgulhosamente destacadas na casa.
É gostoso criar. É gostoso reaproveitar. É gostoso brincar com a criatividade. Todos temos, basta experimentar. Nem sempre fica perfeito, mas é gostoso de olhar.
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Quem quer faz. Quem não quer, inventa uma desculpa.

Estive em Franca no Natal e achei muito bacana as ações que a cidade fez para valorizar a importância da coleta seletiva. A árvore da foto ao lado foi feita de garrafas pet. Haviam também bonecos de neve e velas. Todos iluminados e mostrando que o lixo pode se transformar.
As plaquinhas incentivando os moradores a separarem o lixo estavam ao lado de cada árvore, em pleno centro da cidade.
Em Uberlândia, por enquanto, nem sinal de incentivo para estimular a coleta seletiva, mesmo que fosse para o pessoal do Ipê Cultural, que por enquanto trabalha quase sozinho em campanhas de conscientização. Bons exemplos devem ser compartilhados.


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Boas ações rendem beleza

Dia desses, fui levar amigas queridas em casa, ali no bairro Morada da Colina. Ao sair, dei de cara com esse belo arco iris sobre a cidade. Um presente.



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Carrefour finalmente implanta estação para coleta de embalagens
Com alguns anos de atraso em relação ao Extra, o Carrefour finalmente implantou uma estação de reciclagem para embalagens. Muito simplezinha, ali poderão ser depositadas embalagens de vidro, plástico, metal e tetra pak. Particularmente, eu adorei a iniciativa, porque saía aqui do Santa Mônica para depositar meu lixo lá no Extra, pelo menos a cada 15 dias. Agora, nas compras semanais, poderei fazer o mesmo, sem a necessidade de ir a outro supermercado.
Parabéns ao Carrefour. Espero que o lixo seja realmente reaproveitado. E que a Prefeitura possa olhar com mais carinho para a criação do processo de coleta de lixo reciclável. Por enquanto, o cidadão continua sendo responsável por destinar corretamente o que ainda pode ser aproveitado.


Jogo dos sete erros...


Pode não parecer, mas essas duas imagens são do mesmo bichinho. Esse é o Pacheco, um cachorrinho que agora dorme tranquilo em algum canto da casa e que há alguns meses foi encontrado doente, fraquinho e passando fome. Adotar é tudo de bom. Todos os dias penso nisso. Vale a pena. Quem pensa em comprar um cachorro, guarde seu dinheirinho e adote. Tem muita coisa fofa por ai e muitos sites contribuindo para divulgar a adoção, como http://www.clubedopet.com.br/ e http://adoteumpet.blogspot.com/
Pense bem. Ao adotar, você pode ajudar um cachorrinho tristonho a ser muito feliz! Ao comprar, tudo o que você faz é dar lucro para uma empresa, que vai lucrar do mesmo jeito se você adotar, com ração, veterinário, vacinas, roupinhas e todos os dengos que um cachorrinho merece. Aliás, se Pacheco está vivo hoje, é por causa da equipe do Bichos e Caprichos, para mim, o melhor petshop da cidade.

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No princípio, vendedores conquistavam clientes no grito. Até que alguém inventou o carro de som. Os políticos gostaram da idéia e a adotaram em suas campanhas barulhentas. Como a verba a ser aplicada na campanha é curta (uma parte tem que ir para o Caixa 2, talvez...) eles foram criativos e inventaram a "Carroça de Som" e a "Bicicleta de Som", que circula pelos bairros da cidade infernizando os ouvidos dos pobres mortais. Mas a criatividade brasileira e a necessidade de gastar pouco para fazer muito barulho não pára por aí. Acabaram de inventar o "Homem de Som", rapazes que acompanham políticos em lugares onde carros, bicicletas ou carroças de som não podem entrar. Isso aconteceu na feira, mas já pensou se a moda pega? Vai ser "Homem de Som" na igreja, no barzinho, no shopping, no hospital... Deus nos proteja!

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Se Deus inventou uma coisa mais linda que ipê amarelo, guardou para ele. Acredito que essa deve ter sido uma de suas invenções mais inspiradas (depois dos homens e dos bichos).
Deus não é egoísta e jamais deixaria a beleza guardada a sete chaves. O ipê é uma árvore alegre, forte, sobrevive às queimadas e floresce mesmo quando atingido pelo fogo.
O ipê amarelo é uma árvore que sorri.

Essa foto foi tirada pela minha irmã Ariadne, no trajeto entre Cássia e Franca. Compartilhamos muitos gostos, entre eles os ipês.


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O pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou no puleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tijela
Tantas fez o moço
Que foi prá panela!

Vinícius de Moraes, o poetinha.
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Semana passada estive no Rio de Janeiro e caminhando pelas ruas do centro descobri tesouros arquitetônicos como o Teatro Municipal e o Palácio do Catete. Preservar patrimônio é valorizar a cultura de um povo. Ai de nós, uberlandenses e uberlandinos, focados no amanhã, deixamos desaparecer quase por completo nosso passado.
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O passarinho queria se refrescar no lago, mas depois de ler a placa, preferiu ficar por ali mesmo, se refrescando na brisa suave dessa manhã de domingo. Eta passarim esperto...
Foto feita no Parque Linear de Uberlândia. Cheguei tão pertinho que o passarim quase sorriu para mim.

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Descobri recentemente o Blog Frases Ilustradas, criado pelo ilustrador Céo Pontual. O trabalho dele é simplesmente um primor. Alegre, criativo, fora do quadrado. Vale a pena divulgar e conferir. A cada dia me delicio com as frases e o traço do artista. Para quem quiser ver mais, o endereço do blog é http://frasesilustradas.wordpress.com/
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O astro rei segundos antes de esconder-se atrás das montanhas de Florianópolis, que circundam a Lagoa da Conceição. Parece o olhar de Deus, iluminando a alma dos que se encantam com seu brilho.


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Lá vai São Francisco pelo caminho...

Jocimar Tavares "um belo dia resolveu mudar. E fazer tudo que queria fazer. Desistiu daquela vida vulgar" (usando os velhos versos da canção de Rita Lee) e passou a investir em transformar aço em arte.
Aqui está um pequeno resultado dessa virada, na singeleza desse São  Francisco, protetor dos animais, ele traduz a sensibilidade e o olhar do artista que consegue transformar aço, metal e frio, numa imagem sensivel, do santo que amava os animais.
Belo. E simples. E leve como o vento.

Que tal ouvir a Oração de São Francisco? Clique aqui.

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O mar, quando quebra na praia, é bonito, é bonito...


Desde sempre as pedras esteviveram lá.
Desde sempre o mar esteve lá.
E eles se encontram, dia após dia.
Ora se acariciam, ora se batem.
Ora discutem violentamente, na ressaca.
Seguem o ritmo das marés.
A Lua assiste e influencia.
Mas desde sempre eles estiveram lá.
O mar.
As pedras.
O sal.
O céu.

Meu olhar passeou por lá num breve momento, apenas para esse registro. Praia de Rio Vermelho, Salvador, Bahia. Dezembro / 2009

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Coreto

Durante a semana, eu diria que não existe pior lugar em Uberlândia que o centro da cidade. Cheio de gente andando apressada, carros, ônibus, businas, celulares, vendedores ambulantes competindo no grito com os vendedores das lojas de carnês...
Mas algo acontece quando chega o fim de semana e tudo se transforma. Os carros diminuem, poucas pessoas caminham a pé pelas praças. O Fundinho lembra cidadezinha do interior.
Bem no coração da cidade, pulsa sozinho o coreto, que outrora deve ter abrigado bandas, políticos e casais enamorados. Hoje ele reluz ali, em sua solidão no meio da praça Clarimundo Carneiro, fazendo contraste com o azul do céu e o verde das árvores. O coreto sem banda, sem namorados e sem políticos, simplesmente com sua beleza.

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A desesperança no jardim

Pode o bronze transmitir sentimentos? Depende das mãos do artista que moldam a matéria. A imagem da escultura ao lado, feita por Auguste Rodin, representa para mim a tradução da dor, da desesperança, do ser totalmente perdido em seus problemas e sem caminhos para seguir, ou sem saber qual caminho tomar.
O ser pode também estar em estado de meditação (creio que esse é o nome da obra), um momento de pura reflexão, introspecção, em que os olhos se voltam para dentro. Tão raros, esses momentos...
A escultura está exposta nos jardins do Museu Rodin, em Paris, onde o artista deixou obras imortais como os clássicos "O Pensador", "O Beijo" e "Portal do Inferno". Foi tirada em 1999, quando tive a feliz oportunidade de viajar pela Europa.
O metal torna-se maleável na mente o artista. A obra nasce primeiro na mente, depois no bronze. E a desesperança passa a enfeitar um jardim.

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Da janela lateral, do quarto de dormir, vejo uma igreja, um velho sinal...
Dia desses, enquanto trabalhava, um belo arco íris se formou no céu. Da janela do quarto onde trabalho, cliquei esse momento mágico na cidade. O espaço urbano ainda nos permite olhares que vão além do concreto, que enxergam a beleza quando nos permitimos esquecer do trabalho e contemplar um dos mais belos fenômenos da natureza.
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Essa foto é do artista Beto Oliveira, amigo desde os primeiros dias de Uberlandina. Ela foi tirada em um final de tarde, perto do campus da Uniminas. O por do sol do cerrado é uma das maravilhas uberlandenses e nada melhor que ele para abrir essa sessão.
Beto Oliveira, mais que um fotógrafo competente, tem alma de artista. Retrata a cidade como quem vive e gosta dela. Atualmente empresta seu talento para o Correio de Uberlândia.
Saint Exuperry, em seu livro O Pequeno Príncipe, dizia que quando o menino estava triste, gostava de ver o pôr do sol. Eu gosto em qualquer situação, alegre ou triste. Por isso escolhi essa foto para abrir este espaço.

3 comentários:

Ainon disse...

Adorei a dica do Frases Ilustradas, Dri! =)

Ariadne disse...

Dri:
Ficou ótimo o ipê (aquele é, especificamente de Itirapuã).
A foto faoi para eternizar a florada deste ano, porque ela já partiu.
Mas como tudo na vida, ano que vem tem mais...
Beijos.
Ariadne

Luciana Paranahyba Carvalho disse...

Dri,
vc está se revelando uma jornalista com alma de poeta.

Beijo,
Lu