1 de dez de 2010

Lugares (nada) gentis

Hoje de manhã, entrei na farmácia do Carrefour para comprar um remédio, que não havia encontrado na Drogalíder. Três moças estavam atrás do balcão. Elas estavam bastante concentradas em arrumar as prateleiras e quando chamadas, se dignavam a olhar para os clientes. Pedi o medicamento e também uma pasta de dente específica, que estava disponível nas prateleiras. Uma das três moças, novamente voltada para a arrumação da prateleira, me disse que eu podia pegar e depois ir para o caixa. Não prontificou-se a absolutamente nada. Quando fui ao caixa, novamente tive que aguardar que uma das três me desse atenção, já que a arrumação da prateleira parecia ser a coisa mais importante daquele estabelecimento. Essa história se repete muitas vezes, com cada um de nós. Vendedores que nos viram as costas e preferem cuidar das prateleiras. Vendedores que demonstram desinteresse por nos mostrar produtos diferenciados, em especial os da oferta. Fui comprar um produto na loja Cento e Oitenta Graus, que anunciou fortemente uma promoção de até 90% de desconto. Quando cheguei lá, o vendedor me mostrou tudo, menos os itens da tal promoção. Acabei comprando em outro lugar. Isso sem falar das inúmeras vezes em que os vendedores nos oferecem um número menor dizendo que com o tempo, ele laceia.
Outro exemplo de mau atendimento eu tive no restaurante Banana da Terra, no Santa Mônica. Pedi um refrigerante que chegou quando eu já estava quase terminando minha refeição. Fui pegar a sobremesa e deixei a lata e o copo sobre a mesa, com minha bolsa e meus óculos. Assim que me levantei, a atendente imediatamente veio limpar a mesa, retirou o refrigerante e o prato que eu havia utilizado. Quando eu fui pagar, reclamei para o caixa. Ele perguntou se eu queria outro refrigerante. Respondi que não. Queria apenas respeito!
Infelizmente, em Uberlândia a gente tropeça em mal atendimento todos os dias, em todos os lugares. Pessoas mal humoradas, que não gostam de servir, que trabalham por obrigação e não por gostar do que fazem. Muitas vezes, no comércio e em prestadores de serviços, parece que o cliente está fazendo um favor para o lojista.
Volta e meia vejo o CDL se mobilizando para organizar treinamentos para capacitação dos funcionários das empresas que atuam no comércio. Mais importante seria entender como o consumidor se sente, o que ele considera importante, como gostaria de ser tratado. Eu gostaria que meu refrigerante ficasse lá, esperando meu retorno. Gostaria que a moça da farmácia me ajudasse a achar a pasta de dente e que eu pudesse comprar o produto com preço promocional.
Penso que temos um problema ligado aos profissionais, mas também um problema ligado aos valores das pessoas. Ser gentil e simpático parece estar fora de moda. Tanto que, quando a gente vai em algum lugar e tem um tratamento diferenciado, sente-se maravilhado. Dia desses fui à creperia do Vila 207. O rapaz que nos atendeu é extremamente gentil, atencioso, lembra-se da gente de outros lugares onde trabalhou, é simpaticíssimo. Além do crepe ser ótimo, o atendimento é encantador. O mesmo aconteceu na Czaruste, onde fui comprar o presente que deixei de comprar na outra loja. O próprio dono me atendeu, não sabia o que fazer para me agradar e ainda me deu um brinde de Natal.
É por essas e outras que vou começar a criar a minha lista de estabelecimentos gentis, que vou sempre frequentar, divulgar, indicar. Quanto à lista dos lugares onde trabalham pessoas de mal com a vida, não vou insistir em voltar lá ou perder meu tempo falando bem ou mal. Vou apenas riscar de minha lista de compras qualquer lugar com energia ruim.

2 comentários:

Diego Araújo disse...

Ótima iniciativa, Adriana.

Bom atendimento é o mínimo que a gente espera, mas nem isso conseguimos mais.

Fernando Pajones disse...

Todos deveriam se basear no atendimento daquela loja do Shopping a Yogoothies. Lá realmente nós somos bem atendidos.