30 de out de 2010

Felicidade

Uma das fórmulas infalíveis para uma vida feliz é fazer o que a gente gosta. Nada melhor que escolher uma carreira, uma pessoa, um lugar para viver, baseado no quanto a gente gosta desse trabalho, desse parceiro, deste lugar. Amar as escolhas que a gente faz. Escolher com amor. Duas coisas tão simples, mas das quais nos esquecemos com tanta frequência.
Na última segunda-feira, fui assistir a uma palestra com o jornalista Luiz Gustavo, atualmente trabalhando na Rede Record, em Belo Horizonte. Biló, como é conhecido por colegas de profissão e seus muitos amigos, é um dos melhores contadores de histórias que conheço. Um repórter que transforma notícias em enredos recheados de informação, mas também de emoção e da figura humana.
Pensei que ele falaria sobre jornalismo na palestra, voltada para estudantes da Faculdade Católica. Mas ele falou de um tema muito mais importante, ele falou de felicidade. E do quanto ela está ao alcance de todos, desde que se fique muito atento às escolhas.
Em pouco mais de uma hora, Biló falou sobre a importância da gente escolher uma profissão pela qual é apaixonado. E de fazer dessa profissão um ofício a ser exercido com responsabilidade, ética, seriedade, respeito, companheirismo. A saber que apenas passamos pelos cargos que ocupamos, mas eles são transitórios, como transitório é o sucesso, os holofotes e o reconhecimento. Como é transitório tudo o que se constrói sem bases sólidas.
Com meus mais de vinte anos de carreira, ouvi nas palavras do jornalista várias das minhas próprias reflexões acerca de novos caminhos, de escolhas que não têm voltas, de percursos a serem trilhados. A recompensa chega para quem se esforça, para quem ama o que faz, para quem se dedica a ser o melhor. Necessário se faz acreditar, trabalhar muito e seguir adiante, perseguindo metas, sendo construtor do seu próprio futuro.
Há também quem se perde no caminho, senta-se na beira de uma estrada e se coloca a reclamar de tudo e de todos, procurando sempre um culpado pelas suas mazelas. Como é triste viver assim. Como é bom viver como senhor do nosso destino.
Luiz Gustavo é um daqueles profissionais que fazem sucesso porque trabalha muito. Lutou suas batalhas, venceu dificuldades. Aprendeu, ensinou, lembra-se de cada pedra e cada flor do percurso. Um bom contador de histórias, que compartilhou com um grupo de estudantes e de velhos colegas profissionais uma lição muito importante. Ser feliz é adorar o que a gente faz e ainda receber um cheque no fim do mês por isso.
Obrigada Biló. Foi bom revê-lo. Foi ótimo ouví-lo. Apesar de meus vinte anos de carreira, estou recomeçando um caminho e suas palavras serviram de energia renovadora. Sucesso, sempre.

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