17 de dez de 2011

Uberlândia não pode parar

Maquete do Uberlândia Shopping.
Fonte: www.sonaesierra.gr
Finalmente consegui hoje visitar parte do que será o novo shopping de Uberlândia, a ser inaugurado ano que vem. Tirei um período da minha tarde e fui ao Walmart e à Leroy Merlin. Fiquei impressionada com a velocidade da obra do centro comercial, já bastante adiantada. Uberlândia cresce sem parar e pelo que pude perceber, teremos consumidores para todos os empreendimentos que a cidade deve abrigar nos próximos cinco anos.
Para ser honesta, não vi nada demais no Walmart. Só mais um hipermercado. Acho que acostumei-me demais a fazer compras no mesmo lugar. Sou uma pessoa de hábitos meio arraigados. Tive dificuldade em encontrar o que procurava. Achei o lugar frio. Não senti acolhimento. Mais um hipermercado. Entrega o que promete, mas provavelmente foi a primeira e última vez que atravessei a cidade para fazer minhas compras por lá. Faltou um diferencial que me atraísse, fora a curiosidade natural de uma pessoa antenada.

Já na Leroy Merlin, tive que me segurar para não abrir a carteira e soltar o cartão de crédito. É muita coisa bonita em um lugar só. Para quem gosta de casa, é um paraíso. A variedade é grande e esse é o maior diferencial. Lá você encontra tudo para a casa. É um lugar para se passar horas, esperimentar, pesquisar, se perder entre os corredores que oferecem muita coisa legal para decorar um canto especial. A loja não é o tipo de lugar onde a gente queira ir com frequência, mas com certeza se tornará referência para quem adora decoração.
A estrutura do novo shopping parece grande e espero, verdadeiramente, que se ofereça um atendimento diferenciado. Para quem mora perto do Center Shopping, a curiosidade pode até ser um motivador para uma primeira visita. Mas apenas um atendimento de excelência vai levar a gente de volta. E nisso Uberlândia deixa muito a desejar.
A cidade cresce. Novos investimentos tem sido anunciados periodicamente. Penso apenas que será necessário investir mais em educação, formação de jovens profissionais. Qualidade no atendimento é o que faz o consumidor se sentir atraído por um centro de compras. Ultimamente, passei a frequentar mais o centro da cidade. Descobri lojas muito legais, onde sou atendida com atenção, por pessoas educadas, que falam bem o português, são gentis, sabem lidar com imprevistos. Costumo voltar sempre a um lugar assim.
Descobri no centro uma lojinha de brinquedos maravilhosa, que vende só produtos nacionais e educativos. A dona é de Araguari, morou 15 anos em São Paulo e depois que teve seu primeiro filho resolveu voltar para Minas em busca de qualidade de vida. Abriu a BrinqEduca, onde nos atende de maneira personalizada, ajudando e aconselhando. Ela não vende, orienta. Isso resulta em vendas. E em satisfação.
Minhas andanças pelo Santa Mônica também fazem com que eu compre muita coisa aqui no meu bairro mesmo. Temos ótimos restaurantes, bares, lojas, padarias, salões de beleza, academia. Procuro fazer tudo por aqui, tanto para evitar o uso do carro quanto para valorizar o que tenho perto de casa.
A cidade cresce aceleradamente. A tendência de se querer fazer tudo perto de casa, como acontece nas capitais, é também marcante. Mais que temer a concorrência dos novos empreendimentos, o Center Shopping e o Carrefour deveriam melhorar o relacionamento com a vizinhança e o entorno. Na verdade, não existe personalização. Somos tratados, muitas vezes, como alguém que faz um favor para esses centros comerciais.
Gosto de ver os novos rumos da cidade. O trânsito anda ruim, mas a economia parece ir de vento em popa. Empregos, novas oportunidades, educação, qualidade de vida. A cidade tem tudo para evoluir. Vamos todos fazer nossa parte.

Um comentário:

Anônimo disse...

Adriana, muito bacana!! Escrevo aqui para agradecer imensamente sua opinião; fico muito feliz que vc gostou da loja de brinquedos e até divulgou isso no seu blog...
Continuaremos com esse estilo de atendimento, melhorando conforme as demandas do público em geral. A meta é resgatar um perfil cognitivo menos imediatista e tecnico, mais criativo e lúdico.
Bjs
Dnaiela Paiva