27 de fev de 2011

Caminhando e cantando


Skyline do Santa Mônica. Registro de minhas caminhadas.
 Adoro caminhar pela cidade. E Uberlândia é minha cidade. Onde escolhi viver há mais de 15 anos. Onde tenho amigos. Onde vivi histórias. Onde amei e fui amada.
Andar pela cidade, em especial pelo meu bairro, é sempre uma descoberta. A cada passo, um novo olhar sobre as mesmas coisas. Ora reflito sobre os problemas que relato aqui, como calçadas por onde não passam pedestres, lixos pelas ruas, trânsito péssimo. Ora reflito sobre as coisas que adoro, como as artes, a paisagem, o povo.
Quando mudei para cá, tive dificuldade de me adaptar, principalmente às pessoas. Hoje eu encontro em cada uma delas um motivo para um dedo de prosa. Pessoas que trocam sorrisos, que cuidam da gente, que olham com carinho. Pessoas que, muitas vezes, compartilham o amor pela cidade.
Era hora da gente cuidar melhor de Uberlândia. Fazer de nossa cidade um lugar melhor. Uma cidade mais humana, mais sustentável, mais ética, mais responsável. Diariamente a gente ouve notícias de vidas ceifadas, seja pela violência, seja pela irresponsabilidade no trânsito, seja pelas drogas. Ouvimos também falar de nossos políticos, que aumentam os próprios salários e se promovem à custa do erário, sem contribuir para que a cidade melhore de fato. Melhoram seus bolsos, discursam sobre seu papel de defensores dos cidadãos, mas continua faltando escola, saúde, segurança... E olha que estamos falando de uma cidade privilegiada.
Em minhas caminhadas, volta e meia me perco a olhar para a paisagem que se descortina diante dos prédios que insistem em subir, subir, subir. Hoje, particularmente, fui presenteada com as cores do céu registradas na foto que ilustra essa postagem. Nas cores desse céu inspiro meu texto, que anda tão faltoso nestes dias em que preciso concluir minha dissertação de mestrado.
Uberlândia, eu amo essa cidade. Como Uberlandina, considero-me uma cidadã permanente daqui. Ainda me encanto com as belezas, sem deixar de enxergar os problemas. Ainda caminho pelas ruas, embora seja escrava do carro. Ainda cumprimento as pessoas, embora elas nem sempre sorriam de volta. Quer saber? Vivo feliz aqui. E espero que continue assim.

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